Calvary (2014)

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Depois de uma promissora mas ultimamente desbotada estreia com The Guard em 2011, John Michael McDonagh regressa agora com o mais profundo e não menos tenebroso Calvary, o conto de um padre irlandês que preside sobre uma diminuta paróquia localizada nas remotas colinas da Ilha Esmeralda. Verdadeira à tendência do clã McDonagh (que conta também com Martin McDonagh de In Bruges), há um véu de melancolia que envolve toda a acção de princípio a fim. Isso não impede a presença da também usual vertente cómica bastante sarcástica e acutilante dos dois irmãos sempre longe de algo que costume dar azo a gargalhadas mas esta marca a primeira vez em que são incluídos os elementos necessários para contrabalançar a frieza da película de modo eficiente e eficaz.

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Edge of Tomorrow (2014)

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Como pode ser apelidado um filme que revela uma boa parte da sua essência com os trailers, tem o seu quinhão de buracos na trama e que mesmo assim consegue encantar a sua audiência? O insipidamente intitulado Edge of Tomorrow não será certamente o primeiro exemplo passível de se encaixar nessa categoria mas é, de longe, um dos mais consistentes e negligenciados dos últimos anos. Num passado não muito distante o nome de Tom Cruise no poster de um filme garantiria o seu sucesso no plano comercial mas algumas decepções mais recentes reverteram um pouco essa tendência, levando o filme a passar despercebido em salas por todo o Mundo. Mas mais que uma perda monetária para o estúdio esta é uma perda para o consumidor, que deixou assim passar a oportunidade de sentir e apoiar a passagem de um dos mais interessantes blockbusters dos últimos 10 anos pelas salas de cinema.

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Die Nibelungen (1924)

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Nota: Antes do visionamento de qualquer um dos filmes é aconselhável que não procurem ler as suas sinopses em sites como o IMDb pois estas revelam pontos cruciais da história.

 

Entre os épicos que foram o primeiro capítulo da sua trilogia do Dr. Mabuse e o portentoso Metropolis, o génio de Fritz Lang voltou a sua atenção para a fantasia e os contos clássicos, mais a especificamente a Nibelungenlied (A Canção dos Nibelungos). Co-escrita com a sua esposa de então, Thea von Harbou, esta adaptação de 1924 tem o dom raro de se manter viva e fulgurante ao longo de quase 5 horas de duração passadas numa montanha-russa de tonalidade. A chave é o expressionismo do todo e o ritmo constante do guião que mantém a história em constante movimento, entregando sequência atrás de sequência que são capazes de deslumbrar em diferentes níveis escala ou teor. No ano do seu 90º aniversário, Die Nibelungen ainda se mantém como um dos títulos mais sólidos e obrigatórios para fãs do género e faz corar de vergonha muitos dos seus “descendentes”.

Tal como aconteceu como algumas das grandes epopeias que passaram do papel para o ecrã, como Lord of the Rings ou Game of Thrones, Die Nibelungen acabou por ser dividido na altura do seu lançamento. Ainda assim, a construção exímia da narrativa permite que esse factor não destrua a integridade ou fluidez da história.

 

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The One I Love (2014)

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The One I Love, de Charlie McDowell, é um daqueles filmes cuja mera existência justifica o género onde se insere, ainda que temporariamente. Depois de Richard Curtis ter atirado mais um toro para a fogueira moribunda que é a Comédia Romântica com About Time, surge agora outra surpresa agradável que consegue reinventar um pouco a magia de ver um homem e um mulher lidarem com as suas falhas durante 90 minutos ou mais. O que nasce como um filme de romance aparentemente vulgar cresce  debaixo da tutela de uma narrativa pitoresca que faz com que evolua para um faux-thriller Hitchcockiano, com direito à desinformação que traz momentos mais tensos acompanhados por acordes de instrumentos de corda e à desorientação de planos de câmara sinuosos. Um caminho estranho, é certo, mas quase sempre da melhor maneira.

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Kampai! : Uma iguaria chamada Anime

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Anime. A mera menção do estilo de animação oriental, popularizado por produções de origem japonesa, teve sempre um certo estigma associado a si em terras ocidentais. Embora nomes como Dragon Ball, Sailor Moon ou Samurai X tenham legitimado um pouco o género no nosso país, é ainda frequente sentir-se o ostracismo de que ele é vítima vindo de faixas etárias mais adultas que relacionam o seu desinteresse com o facto do material ser basicamente um desenho animado e,  consequentemente, para crianças.

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Livros Clássicos para o Verão

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Sol e descontracção garantem inebriantes leituras no tempo estivo. Esta lista contém uma selecção pessoal de clássicos da Literatura que serão bem-vindos esta estação.

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Crítica: Halt and Catch Fire (Temporada 1 – 2014)

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Halt and Catch Fire é uma série televisiva norte-americana, produzida e emitida pela AMC, iniciada no último defeso de Verão (2014). Um olhar para o recente passado, onde um grupo de indivíduos tenta colocar ordem no caos que é a inovação para ganhar o seu pedaço de paraíso tecnológico.

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Crítica: Expendables 3 (2014)

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Contra tudo e contra todos, Sylvester Stallone e companhia sobrevivem mais um dia ao inferno dos campos de batalha para nos trazerem a terceira aventura dos Expendables, o grupo de mercenários encabeçado por velhas guardas do Cinema de Acção. Mesmo com a moderação imposta pela classificação M/12 (os dois filmes anteriores receberam a classificação mais rigorosa de M/16), os fãs da saga não devem temer a extinção total dos elementos que os fizeram gostar das anteriores entradas. Embora os tiros pareçam não provocar feridas e os golpes surjam um pouco mais escondidos, a acção continua a estar bem presente e a ser o principal cartão de visita.

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Crítica: Guardians of the Galaxy (2014)

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No que toca a riscos em relação à Marvel e ao seu Universo Cinematográfico, o filme Guardians of the Galaxy foi provavelmente a sua aposta mais arriscada desde o começo da torrente de projectos conduzidos por super-heróis com Iron Man. Juntando uma das suas propriedades mais desconhecidas até à data com um protagonista razoavelmente desconhecido e um realizador/guionista ainda sem provas dadas no mundo dos blockbusters colocou muitas mais incertezas no quadro do que os fãs deste género de filmes costumam estar confortáveis. Ainda assim, os trailers chegaram e o divertido, aventuroso tom que a película parecia estar a alcançar conseguiu acalmar algumas das mentes mais duvidosas.

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Crítica: Under the Skin (2013)

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A melhor parte de se ter uma paixão/hobby/obsessão envolvendo Cinema é que, mais cedo ou mais tarde, vamos cruzar caminho com um filme como Under the Skin (ou “Debaixo da Pele” como foi baptizado em terras portuguesas). Mais do que uma história regular ou um estudo de personagem, o filme de Jonathan Glazer é praticamente um documentário embalado com uma camada fina de história, determinado a analisar as idiossincrassias da Humanidade através da perspectiva pura de uma entidade profana à nossa sociedade. O facto de não ser a narrativa mais convencional poderá ter um efeito nocivo em audiências à espera de algo mais simples e directo mas também não é o bicho de sete de cabeças que algumas críticas o faziam parecer. Induz certamente o pensamento e a discussão mas toda a viagem que os proporciona é tão aveludada que o processo de retirar a mensagem do filme não entrava o de o apreciar e vice-versa.

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