Crítica: An Education (2009)

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Embora pareça cada vez mais difícil associar uma conotação positiva à palavra “feminismo” nos dias que correm, existem ainda aqueles que encontrar o verdadeiro sentido da palavra e convertê-lo em algo que representa esse ideal de forma respeitosa e humanista. “An Education” é feminismo feito de maneira certa,  que é como quem diz que aborda a condição da mulher como membro da sociedade num período onde as condições das mesmas poderiam facilmente instigar um bombardear de propaganda anti-masculina e escolhe fazer o contrário. Esta história de uma adolescente londrina de 16 anos é o exemplo perfeito daquilo que um conto de resolução e amadurecimento (não só mas principalmente) femininos devem ser. Jenny (Carey Mulligan) vive enclausurada sob o olhar fixo de um pai bastante controlador que tomou como sua a tarefa de planear o futuro inteiro da filha, passando por um percurso académico de excelência e (como não podia deixar de ser) um casamento com o par ideal. No seu cárcere ela sonha com um mundo fora daquelas quatro paredes onde possa ter um encontro com alguma aventura e romance antes que o controlo da sua vida seja transferido entre capatazes. É aqui que entra David (Peter Saarsgard), um homem mais velho que graças à sua propensão para sherpa social cai na vida de Jenny como a resposta a uma prece e o par aproxima-se.

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Crítica: Batman v Superman – Dawn of Justice (2016)

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Mesmo depois de uma largada desapontante com “Man of Steel”, 2013 marcou oficialmente o momento em que a DC se juntou à corrida pelo tesouro que é o mundo geek ao marcar a sua presença na Meca do suor – a Comic-Con de San Diego – com a revelação de que o seu próximo filme iria finalmente juntar os “World’s Finest” em carne e osso . A julgar pela electricidade presente no ar desde então, a leitura de um breve excerto do famoso “The Dark Knight Returns” de Frank Miller e o vislumbre de um logotipo foi o suficiente para colocar desde logo a gigante das BD a um passo de ombrear o MCU da rival Marvel em termos de importância. E porque não? Para além de serem duas das mais reconhecidas e acarinhadas personagens em todo o Mundo puderiam também gozar do sucesso bombástico da recente trilogia de Christopher Nolan que ajudou a colocar o nome do Cavaleiro das Trevas no pedestal de onde este tinha caído nos anos 90. Restava agora fazer algo semelhante com o novo Super-Homem – a personagem de cariz ligeiro cuja nova origem soturna não lhe fez grandes favores – e garantir que a caracterização dos restantes membros da Justice League não se conformaria totalmente ao mesmo filtro emocional cinzento do filme anterior.

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Sobre Star Wars: The Force Awakens… – Parte IV

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Este texto contém spoilers do filme Star Wars: The Force Awakens

 

Os restantes novos membros do elenco são criados debaixo do mesmo manto de preguicite – agora menos interessado em doutrinação – o que torna mais transparente os problemas de “The Force Awakens” ao nível da caracterização das suas personagens e do panorama principal da trama. Poe Dameron é claramente o Han Solo para a nova geração, o que automaticamente lhe garante um dos papéis mais cativantes mas o filme toma a decisão estranha de o chutar para canto bastante cedo, deixando o lugar à direita de Rey reservado para Finn, o stormtrooper renegado que desenvolve problemas de consciência no campo de batalha e que decide abandonar a Primeira Ordem. O primeiro é seguro, carismático, elegante e possui um espírito inabalável enquanto o segundo é mais inquisitivo, introvertido e deixa a sua moral tomar conta de si. Nesse caso porquê escolher a “pior” opção para servir como acólito durante a maior parte da película ao invés da “melhor”? Existem duas respostas possíveis para essa questão e ambas apontam o dedo (mais uma vez) aos homens da caneta: a existência de um receio que a presença masculina mais espampanante pudesse passar de secundária a principal quando colocada em contraste com a natureza mais tranquila da heroína ou então os guionistas simplesmente não sabiam como conter a atitude do piloto numa mistura adequada de arrogância, humor e romance durante duas horas. De qualquer forma Poe foi riscado da lista e o caminho ficou aberto para a opção mais conservadora.
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Sobre Star Wars: The Force Awakens… – Parte III

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Este texto contém spoilers do filme Star Wars: The Force Awakens

 

O casting é um dos poucos departamentos onde alguma vontade de inovar é sentida já que ao optar por uma panóplia mais variada de géneros, raças e (quiçá) orientações sexuais nos papéis principais é reflectida um pouco a mudança do panorama social desde os anos 70. A Disney tem sido uma das maiores impulsionadoras do movimento para diversificar o tipo de histórias que conta tal como os elementos a enaltecer dentro das mesmas. Por outra palavras: tirar cada vez mais o poder das mãos do Príncipe ariano da praxe e distribuí-lo por toda a variedade de membros que constituem a nossa praça. Esta é uma prioridade que está agora na berra mas não é propriamente nova. Sendo que o êxtase causado por “Frozen” – o estrondo crítico e de bilheteira que mergulhou o Mundo em repetições intermináveis de “Let It Go” – se deveu em parte ao louvor dado às protagonistas Anna e Elsa pelo bom exemplo que representam para crianças de toda a parte este teve direito a louvores de vitória social.

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Os Vencedores dos Oscars 2016

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A cerimónia dos Oscars 2016 decorreu no dia 28 de Fevereiro de 2016 no Dolby Theatre em Hollywood com toda a pompa e circunstância do costume. Aqui está a lista completa de categorias e respectivos vencedores.
 
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Óscares 2016 – As Previsões dos Leitores

Terminou o prazo para submissão de apostas para o nosso concurso dos Óscares 2016, mas a festa da maior noite do cinema ainda está a começar.

Caso ainda esteja a inscrever-se em oscar polls entre amigos, confira o poder sábio da crowd que são os leitores do blog:

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Sobre Star Wars: The Force Awakens… – Parte II

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Este texto contém spoilers do filme Star Wars: The Force Awakens

 

Todos aqueles que se opõem fervorosamente à carga de críticas apontada ao filme argumentam que a presença de indicadores semelhantes não faz deste uma cópia a papel químico mas sim uma homenagem aos clássicos que os fãs adoram. O que separa então os dois lados do argumento é a falta de concordância em relação a um grau de semelhança que muitos dizem estar apenas em discussão devido à popularidade de “The Force Awakens”. Será? Tal como já vimos, vários outros títulos célebres e/ou exemplos a seguir dentro do género repetem certas batidas ao longo do franchise sem que o mesmo dedo acusador lhes seja apontado. Os “Toy Story” acabam sempre por levar a aventura para fora do quarto para que possamos ver os brinquedos lidar com o exterior desconhecido. Em cada “Indiana Jones” a personagem homónima bate-se contra uma potência maior e melhor equipada na caça a um tesouro antigo e valioso. “Back to the Future” é a história de dois amigos que viajam no tempo para resolver problemas pessoais – por 3 vezes. Mesmo até as duas anteriores trilogias “Star Wars” seguiram um molde semelhante: órfão prodígio num planeta deserto acaba debaixo da asa de um ancião que lhe ensina as propriedades da Força, o elemento natural que lhe irá permitir combater as forças do mesmo Mal que o tenta aliciar a todo o custo. Então porquê só agora os dois pesos e as duas medidas?

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Ócio – Votação Óscares 2016

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O Ócio convida todos os seus leitores a fazerem a sua própria votação para a edição de 2016 dos Oscars.

 

O Ócio quer entrar na celebração dos Oscars este ano premiando as melhores apostas na primeira edição do Oscar Ballot Prize. Os indivíduos que conseguirem o maior número de previsões correctas irão vencer um prémio oferecido pelos administradores do blog.

Para participar, deve preencher seguinte o formulário de votação para os vencedores do Oscar.

 

O PRAZO DE SUBMISSÃO TERMINOU, OBRIGADO POR PARTICIPAR!

 

O prémio para o leitor que conseguir seleccionar correctamente o maior número de vencedores desta edição será um voucher de 15€ para o Netflix.

 

Cada utilizador poderá concorrer apenas uma única vez. Irão ser aceites participações até às 12h (GMT) do dia 28 de fevereiro de 2016.  O vencedor será o concorrente que selecionar correctamente o maior número de vencedores. Em caso de empate, será considerada a primeira resposta a ser recebida como vencedora. Os dados recolhidos não serão utilizados para fins comerciais de qualquer forma, o objetivo do concurso é a promoção do website http://ocio.pt . O vencedor será contactado até ao dia 5 de março de 2016. A participação no concurso implica a aceitação dos termos.

 

 

Sobre Star Wars: The Force Awakens… – Parte I

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Este texto contém spoilers do filme Star Wars: The Force Awakens

 

Dez anos depois da tão malfadada trilogia de prequelas ter deixado a veia cinematográfica do franchise em modo de repouso, “Star Wars” está de volta em força no grande ecrã e nas montras de tudo o que é estabelecimento comercial. Desde a sua mudança de casa em 2012 para longe das mãos do seu criador George Lucas – na mesma altura em novos filmes foram anunciados – o burburinho dedicado ao mundo dos Jedi e dos sabres de luz foi alimentado a pipeta pelos leves mas constantes updates da maior e mais agressiva campanha de marketing desde a idade de ouro de Hollywood. Aos poucos o ambiente começou a ficar preenchido pela aura febril de todas as coisas “Star Wars” e par alguém que nunca havia sido um fã da saga esse preenchimento cedo passou a saturação. Ver Kylo Ren, Rey e companhia por toda a parte em toda a paragem de autocarro, montra, outdoor, anúncio publicitário, fundo de site e página de rede social foi semelhante à experiência de ser bombardeado pelas fotografias de uma ex-namorada com a qual nos separámos de forma desagradável. Contudo a precisão exímia da epidemia fez com que esta acabasse por transbordar de grupo para grupo até atingir aqueles que, tal como eu, nunca foram fãs da saga e encaravam o lançamento do 7º capítulo com moderada atenção. Ouvir a música de John Williams acompanhar o voo da Millenium Falcon foi o golpe de misericórdia que pôs fim a esse sentimento. Vislumbrava-se agora uma vontade que não estava lá antes e “The Force Awakens” passou de um “Linda Reis” a um “Gustavo Santos” na escala de interesse. Não muito depois, ainda a medo, o mal ficou feito: o bilhete foi reservado e começou a contagem decrescente para o dia do Despertar.

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O ano de 2015 em Posters

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Fim do ano significa, entre outras coisas, o regresso da catadupa de listas dedicadas ao melhor e pior do que se fez durante 12 meses em tudo desde o Cinema até ao Jornalismo. Nunca querendo ficar fora da histeria sazonal, a equipa deu seguimento à prática que iniciou o ano passado de recolher, analisar e seleccionar os mais admiráveis posters que representam títulos do ano passado. Após breve mas calorosa deliberação chegou-se a um consenso de 50, abaixo representados em toda a sua glória, por nenhuma ordem específica que não seja a alfabética.

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