Crítica | Ghost in the Shell (2017)

 

 

Uma adaptação cinematográfica live-action de Anime/Manga é uma das poucas coisas que conseguiria obter à priori uma taxa de aprovação mais baixa do que a presença de Donald Trump num restaurante vegetariano em Damasco. Muito como as malogradas tentativas de adaptar videojogos ao grande ecrã, raras foram as ocasiões em que uma propriedade deste universo de animação/banda desenhada japonesa teve honras de representação digna na sua passagem para o mundo real. Tal como o que acabaria por assombrar as adaptações BD pós-“Batman Forever” por uns bons anos, vivemos num clima onde o material é julgado no seu todo pela sua veia mais cómica e infantil, o que desde logo o torna mais indesejável aos olhos do grande público e, por conseguinte, aos das grandes produtoras com acesso ao orçamento para lhes fazer justiça. Se adicionarmos a isso uma barreira linguística e o preconceito bem presente contra a aliança entre “conteúdo adulto” e “animação”, a probabilidade de uma equipa de profissionais de topo se reunir para tornar esta ficção mais real torna-se então mínima. Todavia é também verdade que os gostos mainstream mudaram imenso na última década e no mesmo ambiente onde super-heróis e cultura popular se tornaram quase sinónimos há agora espaço para outros nichos de entretenimento brilharem.

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