Crítica | Silence (2016)

 

 

No nosso país a noção de História é servida desde cedo como sinónimo de grandes conquistas e descobertas, de pioneiros e de um país numa situação outrora bem melhor que se foi perdendo ao longo das eras. Durante essa passagem de testemunho entre gerações o carácter saudosista e patriótico da mesma sobressai quando pouco ou nenhum ênfase é dado ao impacto negativo que a presença portuguesa lá fora possa ter tido em povos e locais na corrida pela hegemonia do Globo. Seria difícil manter essa ideia de um passado glorioso geração após geração com um olhar igualmente detalhado sobre as atrocidades que o acompanham pelo que a sua relegação para segundo plano é necessária para manter a ilusão de uma hegemonia limpa. Levantar esse véu demasiadas vezes traria por conseguinte um raciocínio mais aprofundado sobre certas questões que poderiam pôr em causa o orgulho que essa época dourada nos faz sentir séculos depois. Nas palavras do Dr. James Wilson: “Um problema adiado é um problema negado.”

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