Crítica | Ghostbusters (2016)

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É sempre difícil vender um remake. A mera perspectiva de que no futuro próximo existirá uma nova versão de uma história que já havia deixado a sua marca anos ou mesmo décadas antes é barra em despertar vários tipos diferentes de negativismo. Mesmo estando as companhias a apostar na nostalgia para poderem retirar algum lucro de uma roda que não têm de inventar é também ela que faz com que o trajecto até à data em que o público pode apreciar o novo ponto de vista seja especialmente íngreme. Pessoas não são fãs da ideia de terem de pagar pelo privilégio de verem a “mesma” coisa pela segunda vez mas odeiam ainda mais a noção de algo novo a interferir com a memória feliz à qual aquela propriedade está associada. Tendo em conta a procissão de tentativas falhadas de que há memória não é surpreendente que essa seja a primeira reacção ao anúncio de mais uma, pelo que talvez fosse inteligente da parte do estúdio responsável atiçar as chamas da discórdia o menos possível até ao momento em que o filme pudesse falar por si próprio (e as notas começassem a cair). A equipa criativa responsável pelo novo “Ghostbusters” pensou de maneira diferente, tomando a posição extremista de uma minoria como pretexto que por si não chegava para justificar o tamanho das ondas levantadas mas que torna a falta de conteúdo de relevo no resultado final extra-ultrajante.

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