Sicario (2015)

sicario_header copy2

 

Entre as areias do Médio Oriente e as do Sul dos Estados Unidos, a quantidade de filme dedicada à eterna luta entre a América e os seus inimigos podia contar a sua própria história. Ainda assim, o sub-género vai conseguindo encontrar ocasiões para recuperar o fôlego entre enxurradas de conteúdo menos bom e “Sicario” é certamente uma dessas golfadas. Verdadeiro ao estudo da melancolia que tem sido a sua carreira, o canadiano Denis Villeneuve aplica o seu toque mais contemplativo com o intuito de substituir a inquietude dos tiroteios e das sequências apoteóticas pela do jogo de sombras e meias-verdades que preenche o dia-a-dia da luta entre os dois tipos de organizações. Ainda que haja tempo e lugar para alguma acção mais intensa, o tom geral tende a manter-se brando mas tenso, com bastante trocas de diálogo e momentos de digestão de novas peça do puzzle onde o trabalho dos actores carrega muito subtexto que, por sua vez, responde a uma questão quando deixa duas outras no ar.

Ler mais…