Mad Max: Fury Road (2015)

max_heade2r copy

 

 

A melhor parte de “Mad Max: Fury Road” não faz parte do filme. Acontece momentos antes de entrarmos na sala, quando apertamos nas mãos o bilhete que nos dá acesso a uma experiência magistral à qual ainda não sabemos que vamos ter direito. As duas horas seguintes são um turbilhão de fogo, motores e balas que persistem até ao momento que o rolar dos créditos nos transportam de volta à sala. Até lá, as duas horas que nos são proporcionadas por George Miller e a sua talentosa equipa são exactamente aquilo para o qual o Cinema foi criado: uma evasão temporária que corta relações com qualquer realidade que não aquela que o ecrã nos mostra. Nos últimos tempos o blockbuster tem acusado um desgaste evidente na capacidade da indústria encontrar formas de manter o cinema-espectáculo fresco, desgaste esse que é encoberto pelos melhores efeitos que o dinheiro consegue comprar. O toque de génio que faz deste um oásis num deserto (passo a expressão) povoado pela mesma mesmice barroca da era do CGI é que Miller opta não por reinventar a roda mas, muito ao estilo Mad Max, para reciclar peças de um esquecido cinema de acção para criar um novo mastodonte com um rugido clássico. E que rugido.

Ler mais…

Avengers: Age of Ultron (2015)

ultron_header copy2

 

 

O fim da segunda fase do Universo Cinematográfico da Marvel – vulgarmente conhecido como MCU – chega finalmente ao fim com aquele que é, de longe, o filme mais esperado do franchise desde o seu começo em 2008. Embalado ainda mais pelo sucesso crítico e comercial de 2014 obtido por “Captain America: The Winter Soldier” e “Guardians of the Galaxy”, o ímpeto que “Avengers: Age of Ultron” tem vindo a reunir desde que a cara sorridente do vilão Thanos fechou o primeiro filme em 2012 tornou-o um candidato sério ao lugar de “menino querido” de um ano que ainda tem para oferecer, entre outros, um novo “Star Wars”, o mais recente filme de Quentin Tarantino e um “Mad Max” que se torna mais apetecível a cada novo trailer. Ainda assim, essa parte tem uma importância quase trivial dado o sucesso estrondoso do primeiro “Avengers”, aquele que tinha a responsabilidade de cimentar a noção de um Universo colectivo de super-heróis como algo mais sério do que os últimos 15-20 anos no Cinema tinham vindo a produzir. Com isso em mente “Age of Ultron” faz a aproximação à linha da meta de queixo bem erguido mas esse mesmo excesso de confiança provoca vários tropeções que estragam a conclusão deslumbrante que a Marvel teria em mente.

Ler mais…