Lake of Fire (2006)

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“Lake of Fire” é um documentário que faz corar de vergonha quem hoje em dia não faz por ver mais documentários. Numa época onde a informação é consumida ao minuto e em pequenos surtos, os mecanismos onde essa informação é gerada seguem uma tendência pouco saudável de “plastificação” do seu material. Informação tornou-se “conteúdo” e não são muitos os exemplos considerados indignos na demanda pelo “Like” e pelo “Share”, os mediadores de importância do novo mundo. O bom Cinema documental troca esse apelo fácil por outros traços mais difíceis de vender a um público geral como a discussão de assuntos ou eventos que não se enquadram no perfil de uma conversa casual de café. Então se o exemplo em questão envolver o realizador Tony Kaye (American History X, Detachment) a vaguear durante 2h30 pelos dois lados do debate sobre o aborto a conversa dificilmente passará de uma troca constrangedora de olhares, pelo que mais uma vez as peças de foro informativo não conseguem escapar ao estigma de serem horríveis desbloqueadores de conversa.

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